Countrouble 36 e algo em relacionamentos

Okay, apesar de fofa estou cansado de garotas em mangás cortarem o cabelo por confusão de mal entendido.

countrouble OUUUN

Ouuuun!

Os últimos capítulos de Countrouble estão me fazendo pensar… aconteceu algo que não esperava, a série continuar depois dele ter uma namorada, o que tecnicamente era objetivo da série, então há uma transição, Sasara poderia sair e ajudar outra pessoa, e acompanharmos a nova jornada, algo bem Kami Nomi, ou termos um desenvolvimento interessante e arriscado, que define a série no final, e eu estou TÃO feliz que isso aconteceu…

Nós sabemos o quão escritores querem fazer seu ganha pão durar, é por isso que Ash nunca vai ser mestre pokémon, afinal mesmo se a série falir, não vão ter dinheiro pra um episódio assim, existe um status quo para manter isso, mesmo que os motivos sejam os mais ridículos possíveis, vamos pegar primeiro séries onde há uma intenção ÓBVIA de protagonistas ficarem juntos:

Shakugan triangle

Shakugan no Shana, o caralho que a peitudinha vai ficar com ele, eles até deram um back up pra ela pra te assegurar disso, e enquanto eu não vi a terceira temporada por a segunda ser exatamente a primeira só que mais chata, você claramente vê uma enrolação, o mesmo acontece com Zero no Tsukaima em romance, apesar que esse ainda me irrita por ele dar um tom de, não exatamente harém, mas mostrar um conflito interessante de personagens que gostam dele, e infelizmente a maid ficou mais para comédia, mas o conflito interno de apenas a rainha compensa por isso, ainda assim, você sabe que a única forma dele ficar com a rainha, seria no final, com uma explicação sem motivo da mesma forma que todo fã de Sora x Tai ficou puto no episódio final de Digimon 02.

Nota: Zero no Tsukaima com isso DEPOIS DO DESFECHO INCRÍVEL da batalha final na segunda temporada.

É porque nós quando crianças somos treinados que isso só vai acontecer no final, como o ditado popular fala… “Felizes para sempre o caralho, é ai que os problemas começam“, qualquer relacionamento é cortado, enrolado, pois somos novos demais, pra isso, ou simplesmente por incompetência do autor, eu parei de ler Zetsuen no Tempest ao colocarem um romance do nada, e indicarem claramente que vão enrolar isso, E VAI SER RELEVANTE para a história.

Saudades da Gabzillaz e suas reviews...

Saudades da Gabzillaz e suas reviews…

O máximo que conseguimos nos últimos anos foi em animação ocidental (homem-aranha não conta pois nada acontece e é dos anos 90, para aqueles que viram em 2000 como eu)… Makorra, em A lenda de Korra, que na verdade foi um romance bem crepúsculo fazendo nós detestarmos o garoto em questão, e acho que o melhor exemplo, que fica pra uma outra review completa, é  Wakfu, onde o romance começa após a irritante regra de deixar o importante pro final, mas é pra fazer um desfecho foda, e depois deixar implícito para o público mais velho apenas que eles fizeram fuki fuki, e depois mais pra frente, até que eles podem ter um filho.

Não é bem assim que ela é, na maioria das vezes...

Não é bem assim que ela é, na maioria das vezes…

E eu não estou pedindo para deixar algo tão assim, mas, que é estranho é, será medo da série ser censurada para crianças e perder público por causa dos pais? Pois se for, séries famosas, desde novelas brasileiras a sitcoms estadunidenses nós ouvimos falar de sexo em horário que as crianças estão acordadas, Eu a patroa e as crianças trata disso como um jeito até que didático de como um pai deve agir, e não me refiro a expulsar seu filho de casa, apesar de não ser uma má ideia…  e mangás e animes? Na parte mais infantil de Dragon Ball e Naruto nudez é usado para comédia básica, ao ponto de mostrar a genitália, de por alguma razão, apenas masculina, sim, wtf.

Até mesmo crianças gostam de fazer pares, algumas até tem quedas inocentes por um colega ou outro, e algumas estão grávidas do segundo filho 8D. Mas, quanto aos pares, vamos pensar… Ash e Misty, Videl e Gohan, Sora e Tai, Pikachu e Ketchup, vai indo… por exemplo, nós sabemos que Naruto vai ficar com o Sasuke, mas por enquanto Kishi da esperança pros shippers, então, o que me faz pensar é que isso realmente faz render, como citado acima – mais ou menos – ou pelo autor não saber como isso pode influenciar o plot, ou não ter orçamento para colocar no plot, vou tirar, um exemplo de duas trilogias, só pra termos uma idéia:

Piratas do Caribe:
O filme era pra ser único, há um conflito amoroso, ele encerra ali, fica tudo bem.
Segundo conflito entre o casal, ficam separados, termina em conflito pois é confirmado que a série vai render.
Terceiro, ficam juntos.

Homem-Aranha:
Há um romance com a Mary Jane, conflito, mas ele decide deixar isso de lado para não arriscar a vida dela. Justo.
No segundo, ela acaba sendo sequestrada por coincidência de qualquer forma, provando que ela vai se ferrar de  qualquer jeito, então há um conflito já acontecendo antes, ficam juntos, todos comemoram.
No terceiro ele quer viver feliz para sempre com ela, há um conflito entre eles, um evento, e ficam juntos de novo.

   Nota: O evento foi ela sequestrada de novo, eu já esperava isso de outra forma, quando ouvi falar da Gwen e dois vilões pensei: Certo, cada uma é sequestrada por um.

Mas enfim, um desses traços estão sempre presentes em algumas séries, o autor acha que briguinhas de casais não vão vender, então para causar um desenvolvimento pessoal melhor, e a coisa não ficar parada, eles fazem um conflito para restaurar o novo status quo e dar um desenvolvimento pessoal para os personagens… as vezes quase jogando fora o conceito de que qualquer relacionamento, amizade, inimizade, amor e paixão são uma experiência que acrescenta o personagem, mas o leitor precisa da sensação de completo, e por sermos talvez presos a esse felizes para sempre, essa conclusão, qualquer coisa depois vira um remendo, ou como casais divorciados dizem “O único caminho depois do topo é a ladeira abaixo“, é mais fácil criar expectativa do que uma continuação.

Algumas vezes acho que nunca será o que estamos pensando...

Algumas vezes acho que nunca será o que estamos pensando…

É o que acontece em (pelo menos o oneshot) de Half & Half e a parte 1 de Gacha Gacha, e enquanto Toloveru é um harém  se o Rito se tornar rei exatamente no próximo cap, ou lá pelo 10, a série acaba, o que era para ser uma conclusão vaga caso a série seja cancelada (como falei de Pokémon) é algo que fica difícil de como foi, de concluir, por isso foi deixado em aberto, digo, imagine Rito rei, tendo que se preocupar com o império, e ainda pensando sobre Haruna? Se ele tivesse um desenvolvimento melhor e mais forte com a Lala, a série acabava, o “plano do harém” foi incluído depois, com a série ter mais garantia, afinal é mensal, é mais livre, agora, o mesmo acontece, e eu sinceramente quero ver como esse harém fica pois além de ser o único mangá com uma explicação lógica pra isso acontecer, bem, pelo menos aceitável pela sociedade (me segurando o meme Naruto Logic aqui), as personagens são mais livres para serem desenvolvidas em pelo menos um capítulo, e mais interessante ainda são os conflitos que elas tem entre elas, e recentemente, como elas podem reagir a esse plano, eu não espero muito, claro, mas que é um conceito interessante a se estudar, é. O que me lembra, vamos ver outras séries com conceitos românticos:

Dragon Ball Z praticamente as personagens femininas são usadas para o plot de dar filho, alguns podem se perguntar se não foi para evitar garotas com roupas rasgando e tornando um ecchi completo, mas então não vamos considerar muito isso aqui, até porque Naruto leva essa ideia sério demais, eles até DIZEM ISSO num flashback, apesar que se você pensar bem no contexto de GUERRA até carrega uma lógica, mas não justifica a inutilidade delas na série em geral, mas isso fica pra outro post.

Bakuman:
Meu amigo falou “Ah, mas eu conheço um mangá onde o cara ganha uma namorada no primeiro capítulo”, e sinceramente, eu esperava mais, não considero. E enquanto eu já vi MUITOS falando de que Bakuman o foco são mangás e mangakas, e não amor, é realmente sobre ISSO que eu falo.

E essa é o último arco de Bakuman que você vai se importar.

E essa é o último arco de Bakuman que você vai se importar.

Namoros a distância são difíceis, não impossíveis, mas são, agora acrescente isso com um horário de trabalho enorme, isso por um lado pode ser prático, ou não, mas, o que isso faz para um mangaka? Eu desisti de Bakuman lá pelo 136, mas até onde eu vi, o máximo que temos isso é Takagi sem dar “muita” atenção para o Mashiro nos namoros, e dai querer estabilidade.

Mashiro e Azuki, era algo interessante, mesmo sem mudar o conceito de não se encontrarem, é interessante. Veja por esse lado: nos primeiros 40 capítulos, Azuki tem um conflito com a profissão dela, de posar para ganhar popularidade etc. ela está assustada, e Mashiro apóia ela. O arco mais marcante de Bakuman para mim, o do hospital, onde ela não conseguiu impedir ele, e então decidiu apoiar, temos um momento que, entre outros motivos onde afeta todos os personagens, em especial, o casal, é quando nós notamos a importância de tudo o que aconteceu só por ela estar ali, e como eles se importam um com o outro, se apoiam, é o que eles podem fazer, seja por mensagens, ou por ações no mundo real. E todos os outros encontros (cofcofcofum no meio da série cofcofcof e o final até onde seicofcofcof) são fracos, sem nenhum sentimento importante devido a própria correria e falta de drama, mesmo onde é apenas por mensagens, da onde brotariam os conselhos e o apoio em geral, junto de monólogos de amor, onde trariam a importância da situação ao se focar em seus sonhos, sem nem mesmo a necessidade de flashback pois o leitor lembra na hora do que se trata, são deixados de lados até nem mesmo o protagonista, narrador da série, ter esses monólogos que eram o que tocavam, e moviam o personagem.

kaya lol

E enquanto eu poderia mencionar algo mais simples, como simplesmente o relacionamento de Aoki e Hiramaru e o contraste de dedicação deles, vamos falar de Kaya e Takagi, o casal mais… “real” da série, o desenvolvimento deles é passado por momentos onde passam juntos, algo não tão profundo mas uma narrativa visual suficiente para nos passar o mínimo de sensação necessário. Depois, há alguns conflitos com o quase conflito amoroso, e o casamento, eu sempre achei que algo com Takagi e Kaya iria explorar mais, pois ela é parte da gangue, e seria interessante ver o lado dela da história, não do clássico apoio de esposa ou namorada, mas como ela falou, ela gosta de caras com sonhos etc. mas o que nós temos é ela perdendo a personalidade e sendo deixada de lado…
Falando agora da série que era a única a ser comentada… Countrouble está naquele início de namoro, o conhecimento, no jeito japonês, claro, onde jovens evitam comentar ou até interagir na mesma sala na frente dos outros, mas esse passo de lesma fica interessante com a comédia de anjos e demônios…

Não exatamente esse mas foda-se...

Não exatamente esse mas foda-se…

E agora, aparentemente no próximo capítulo, assim como ele trás pouco a pouco a esperança de haver um lado melhor dela na história, e minha desconfiança dela ter também um anjo ou algo do tipo mas eu não vou tentar colocar minhas esperanças muito altas, afinal há outras séries que não fazem o histórico ser melhor:

Suzuka:
 A protagonista é uma vadia chata, o garoto leva um toco de primeira, e apesar das cenas ecchis, os conceitos da história são muito interessantes, principalmente o romance com a menina da qual vou identificar aqui como Hinatinha, é a garota mais próxima de um relacionamento real, ou no minimo algo significante a série, os conflitos que o protagonista passa, e ela mesma para tentar conquistar ele, são mais tocantes, até você ter uma raiva do protagonista por que a série tem o nome da outra garota, e isso da uma obsessão a ele pela garota ao ponto de machucar a Hinatinha pra caralho, e depois até mesmo ficar deprimido por uma garota que nunca demonstrou um sinal de amor a ele ao ponto de jogar dinheiro fora e ignorar uma amiga que sempre gostou dele estar pelada na frente dele pra tentar animar ele de alguma forma…! E depois quando algo certo aparece acontecer na série, isso não acontece, gerando um relacionamento fraco desaprovado pelos pais e como você desiste dos sonhos no final do enredo… É, eu praticamente resumi toda a série aqui… Bem, AVISO, SPOILERS! Pronto, agora isso vai prevenir as pessoas de lerem o que escrevi.

Ela é tipo a Kotonoha de Suzuka

Ela é tipo a Kotonoha de Suzuka

Mas poxa, agora fiquei parando e pensando… Será que não há mesmo um mangá/anime que isso acontece direito? Bem tem um…  Gantz, e se você pensou em SAO ou School Days eu tenho pena de você.

Em Gantz temos um relacionamento realista, pro japão, algo que Suzuka começou a ter antes do protagonista ser forçado a deixar a garota pois o autor lembrou que o nome da série é Suzuka, não Hinatinha fofa. Vamos esquecer um pouco a parte mais surreal, como a garota de Osaka e a Kei, vamos pegar Kurono e Tae, Kurono sempre foi tratado como lixo, até hoje nós somos lembrados disso, em poucos capítulos, ele começa a se importar com ele, o autor decide pular toda a coisa de início de relacionamento, primeiro por que ele não tem tempo, segundo que ele gosta de hentai, então em apenas um capítulo eles fazem fuki fuki. Que puta? Né? Garotas não transam no primeiro capítulo! -q NÃO.

tae kurono

Nessas horas pensamos… “Ah… se ao menos ela soubesse…”

Em apenas um capítulo de sonho, o autor consegue fazer entender completamente o quão importante ela significa pra ele, simplesmente por ele acordar e ela estar ali, o desespero dele fica maior ainda na próxima missão, e num momento mais homem-aranha citado acima, a preocupação de machucar ela enquanto ele estiver lá, e depois o desespero da perda, a obsessão, a pureza do amor sem memórias,merda eu queria que elas voltassem  e finalmente, o quão uma guerra   em escala extraterrestre pode não significar uma bosta para ele, comparado a salvar ela, apesar do conflito entre moral e desespero estar ali, lá no auge da guerra nos capítulos cento e vintes

"Se o mundo realmente vai acabar... eu só gostaria de estar com você..."

“Se o mundo realmente vai acabar… eu só gostaria de estar com você…”

Agora, vejamos Reika por outro lado, ela sente uma admiração pelo Kurono, a fã número um, ele salva a vida dela, guia ela – ela foi gentil suficiente de OUVIR ele pra começo de conversa, isso em Gantz, já é tocante auhsuahs – mas que garota não ficaria caidinha por um cara que sem nenhum poder além de uma arma, ganha trinta e oito fucking points e salva a galera? Então, temos o treino, o conflito devido ao problema, e ela aceitar que ela não é a garota mais especial para ele, eu acho interessante como a Reika respeita isso, principalmente no arco da Tae, então, passamos para o altruísmo  o mínimo que ela poderia fazer pela pessoa que ama, é fazer ela feliz, algo que eu não esperava. Ela então passa a ser uma líder, ela já era um tipo de segunda em comando, mas a função dela vinha de seguir as ordens do Kurono, o que deixa ela meio confusa, apesar que, na minha opinião foi mais algo para deixar o Katou alcançar o grupo, se não fosse isso, veríamos o quão foda ela pode ser. E então, como o altruísmo não lhe adiantou muito, ela decide ser um pouco egoísta, o que lhe trás culpa depois, pois uma vida não retornou por isso, ela tem uma falta de perdão momentânea até as coisas se acertarem, e ela poder descansar nos braços do amado, então temos o casal mais bunda malvada da série, tipo senhor e senhora smith mas mais no nível frio de paciência de Konan e Pain, foi algo meio foda eles olhando no prédio e decidindo o que fazer. E então depois de uma completa falta de interesse do autor onde vocês podem ler as minhas reclamações, vemos uma morte, onde o garoto sente a perda dela, o vazio, pois ele se importava com ela tato quanto ela, que dera sua vida pois não aguentaria ver ele morrer, não de novo, em seus braços, como na última vez.

Gantz fez seu trabalho surpreendentemente bem… em um triângulo amoroso… bem, com o lado masculino sendo multiplicado por dois, mas anyway, está me dizendo que há uma série com dois relacionamentos bem bolados!? Não! Três!

Não podemos esquecer do Izumi e seu relacionamento com… O PANDA, ok brinks, apesar q ainda assim é um bom exemplo de quem se preocupava com ele, mas, é interessante como as coisas acabam pra ele, e a garota que ele não se importava, e era bem fútil, mas gostava dele, e ele deu valor a ela bem no final. Os monólogos do Gantz funcionam assim… e enquanto alguns eventos são baseados na ação, no momento, é algo bem equilibrado com relação a eles, e os personagens não saem de caracterização, mas sim, o enredo. Um raro caso.

Ainda assim uma melhor história de amor que crepúsculo...

Ainda assim uma melhor história de amor que crepúsculo…

Agora em Ranma 1/2, lembro quando vi 130 capítulos, e como a série apesar de uma boa comédia, a Akane era mais irritante que a Suzuka, e o quão irritante o desenvolvimento é fraco para algo que é catalogado como uma comédia romântica,  que segue bem o padrão de se apaixonam, conflito, fim feliz, falando nisso.

kiss x sis

E em Kiss x Sis, as sisters estão sendo sisterzoneds, e para manter o harém não há um relacionamento definitivo quando já poderia ter, ou seja, eles vão ficar rodando as garotas até o Kouta virar o Makoto, pois a série praticamente acaba depois disso…

 Eu não sei se estou deixando claro o quão isso influência em uma série, e o quanto pode afetar o enredo, mesmo em sua falta, mas espero que isso tenha feito você pensar, e como sempre (ou quase), vou deixar o tópico sem uma conclusão, afinal o que move o mundo são as perguntas, não as respostas. E então, o que você acha sobre isso?


PS: Eu ia falar de como ri na morte da Reika mas não quis estragar o momento.

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