Eu acho que é 31 – Resposta a Anime Portifolio #1

Decidi comentar o grande post do Anime Portifolio.

Leiam e visitem o blog dele, eu gostei bastante do conteúdo!


Eu concordo com vários pontos que você fez, e, posso estar julgando errado o que você escreveu, vamos ver se consigo dar uma resposta curta e adequada ao texto que achei sempre um tópico interessante de se discutir.

Estarei usando algumas séries mais comuns para exemplos, pois a maioria viu então fica melhor de entender, mas posso procurar outros exemplos sem muita dificuldade, se quiser.

 Protegendo um Anime.

Isso acontece várias vezes, e isso é comum até mesmo dentro de alguns shonens, você vê claramente em algumas séries, os personagens lutando por algum ideal, algo, e ganha quem está certo, aquele soco ou ataque especial logo depois de uma lição de moral. Você vê o pessoal defendendo o Sasuke ou o Naruto com tanto vigor que alguém discute que Pokémon é melhor que Digimon, e a mesma situação é observada enquanto você protege um time de futebol ou um candidato ou partido político.
É natural para pessoas pegarem um lado, defenderem ele, por que gostam daquilo, porque se caracterizam com aquilo, porque é modinha, porque a arte é boa, ou porque simplesmente está afim, no final das contas, a razão não importa muito. E dependendo de como esse fandom se forma, vem aquelas coisas toscas como: “Você não teve infância se não viu CDZ!” “Evangelion é uma obra de arte, uma série obrigatória! “.

Lembro de uma vez, muitos anos atrás, num dos fórums da Poképlus, alguém ter criado um tópico, Digimon vs Pokémon, e você só dizia o que você gostava, e o por quê, mas um moderador com imagem de charizard defendia que Pokémon era absolutamente melhor, não dando crédito algum para Digimon, os argumentos iniciais pareciam bem sustentáveis, mas, eu e um outro membro, começamos a rebater com outros argumentos, defendendo Digimon, e, até mesmo alguns que defendiam pokémon começaram a concordar que Digimon era melhor, mas ainda assim, gostavam mais de pokémon, o que era aceitável, mas aquele moderador não queria dar o braço a torcer, e em vez de responder as perguntas que nós fazíamos, ele simplesmente usava os mesmos argumentos rebatidos a três páginas atrás, e até mesmo quem estava do lado dele começou a reclamar disso.

DIGIMON GANHOU! Se você perguntar pra mim, ou pra outros membros, mas, se você perguntar para aquele moderador, ele foi quem ganhou, pois os membros começaram a simplesmente abandonar aquele tópico, você mesmo tomou cuidado para fazer esse post para não causar isso nos comentários, muitos blogs tentam ser neutros – tirando o mais de oito mil – mas ainda assim avaliam uma série, o que é seu próprio julgamento, que é o motivo das pessoas lerem, é os argumentos daquela pessoa que você procura, para reforçar os seus, ou simplesmente por seu gosto se parecer com o dela, você decidir se vai ler uma série ou não, afinal, se você quer uma sinopse – único jeito de algo ser neutro e sem spoilers, e olha lá – você procura a animelist ou a wikipédia.

E o que é uma avaliação? Isso nos leva ao seu próximo tópico.

Séries são difíceis de se comparar, vou tomar Bakuman como exemplo: Os personagens mostram o quão complicado é algo do tipo, pois os gêneros das séries são diferentes, Nizuma usava shonen clássico, Fukuda usava coisas mais próximas do Seinen, Ashirogi tentava vários estilos mas o negócio deles era algo mais Dark. Ignorando o fato dessas “classificações”, que me lembram muito a podcast muito bem feita pelo Mangá² que você pode ouvir aqui, os temas eram diferentes, os leitores, até um certo ponto, eram diferentes, eu pessoalmente, NÃO CONSEGUI passar do episódio 5 de evangelion, pois eu achei insuportavelmente chato, algo parecido foi feito com Durarara, e dai meus amigos me falam: “Ah, então você não pode criticar a série, pois você não viu tudo, eu mesmo se não gosto de uma série vou até o fim para poder criticar tudo!”

Bem, o que eles chamam de paciência e sangue frio para ver algo chato eu chamo de falta do que fazer, mas, é assim que funciona – sem citar o sistema jump, sunday etc. – programas de televisão etc. Se você não gosta do que ta passando, você muda de canal, você desliga, para de comprar o produto, fica, o que vende mais, então usam esse sistema para dizer que tal série é a melhor, e dividem isso entre mangás Mainstream e Underground – termos que só ouvi mês passado), mas os temas são diferentes, “do que se trata a série mesmo? “  como você disse, Naruto não se trata de romance, ao ponto que Hinata se confessou e até no ponto de vista do Naruto, ela morreu por ele e foi revivida, e ainda assim não recebeu nem um “Obrigado maninha”, Bakuman o romance é fraco etc. Mas isso não importa por quê o objetivo da série é o mostrar mangá, ou ter lutas…

Na boa…? Importa.

Se eu falar de um modo radical: Então porque não ter um mangá que simplesmente mostra as lutas, acaba, já desenha outra? Afinal o importante é só impressionar o leitor com lutas!  ou Ah, então me passe um livro de instruções/documentário de como fazer mangá, ou do conflito em que os mangakas, se é esse o objetivo. Você irá me responder que, isso é muito drástico, que esses pontos são necessários na série, para dar história, mas não ao ponto de receber um certo foco. Isso pode variar de série pra série, mas, no caso das duas citadas, e da maioria das séries que li, isso é o que move algum personagem, secundário ou não, é o que faz ele decidir algo, Mashiro nunca seria um mangaka se aqueles eventos não acontecessem, e toda hora, o motivo dele continuar seguindo em frente, foi seu orgulho como mangaka, e seu amor, basicamente, o mesmo acontece em lutas gerais, o personagem tem um objetivo, Goku se transforma em ssj pois seu amigo de anos, morreu e não poderá voltar a vida, etc. E são essas caracterizações, que nos fazem tomar os lados, tomar as dores, mesmo que os criadores da série não se importem com isso.

Isso sem mencionar que, qualquer leitura que agrada cria um fandom, isso que cultiva leitores, isso que mantém a série viva, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Dragon Ball, independente da razão de ler, a razão de alguém comprar outro livro, é por que gostou, é por que tem expectativas, mesmo que não tenha uma opinião formada, sendo apenas o desejo de “Quero saber o que vai acontecer” e, automaticamente são criadas fanarts, eu usei exemplos que aconteceram na série mas, Sasuhina está ai pra provar que personagens não precisam nem se encontrar, para as expectativas e fantasias dos fãs aparecerem, e talvez o autor deixe em aberto para todos ficarem satisfeitos, se eles nem precisam se conhecer, nada impede de nas fanfics o personagem terminar com um e ficar com outro. Claro que, como você disse, apesar de existirem pontos mais importantes durante a série, mas, acho que ambos concordamos que por menor que seja o foco acrescentado, isso intensifica a série, cria a atmosfera dentro da leitura mais densa, não é?

“Não gostar de um anime porque não gosta de um personagem é algo que muitos fazem. As vezes a história é muito maior do que o que aquele personagem apresenta, não discordo que não gostar de um ou outro personagem é um motivo para desistir de uma obra, mas acredito que não seja um bom motivo quando aquela história não é desenrolada apenas por causa daquele personagem.”

Por mim, você falou tudo aqui, o mesmo acontece com Haruhi Suzumiya, e… As duas provam muito bem uma coisa… Ambas tem um tempo de série em que não estão ali, e ai que você nota duas coisas, uma delas confirmando o que você diz:

1 – A série não se desenrola pelo protagonista, e você nota que a série em si, é muito boa.
2 – Justamente pelo dito acima, você vê claramente como a temática da série funciona de forma mais natural, mais rápida, mais profunda – pois os outros personagens tem tempo pra se desenvolver – então, a série finalmente fica, com um passo bom, o capítulo é satisfatório mesmo que algo não muito importante aconteça.

Nos capítulos em que a Kirino sai, o foco era a Kuroneko e outros personagens do clube, você ainda sente falta de alguns personagens serem explorados, mas ainda assim você nota um bom desenvolvimento entre eles, mas o último capítulo é frustrante pois o foco volta a ser a Kirino.
No filme “O desaparecimento de Haruhi Suzumiya”, toda a temática é explorada, a série ganhou uma dinâmica muito boa, os personagens foram explorados de uma forma que o enredo normal não deixava, até mesmo a Haruhi com personalidade diferente é uma personagem tolerável, e ela deixa a história seguir em frente. Enquanto, eu não consegui assistir a segunda temporada, pois é insuportavelmente chato e a mesma coisa, e todos os detalhes importantes eu já tinha encontrado na internet anos antes, procurando spoilers das novels.

Eu não odeio tanto o personagem Naruto Uzumaki, mas eu sempre gostei mais das séries em que ele não é o foco, mas apesar dele ser um personagem neutro comparado com as protagonistas acima, quando personagens secundários entram em contato com ele saem fora do personagem que foi desenvolvido, e quando um personagem começa a se destacar muito, como o Sasuke, que sempre ganhava primeiro lugar em popularidade,  só saiu quando enlouqueceu por razão nenhuma, e algumas vezes volta ao seu personagem, original como aconteceu recentemente.

Logo, na minha opinião, desistir de uma série assim ou até mesmo ter uma forte aversão pode ser justamente por causa que a temática da série é interessante e relativamente expansiva em possibilidades de desenvolvimento do enredo e enriquecimento dos personagens, mas, apesar da série não se desenrolar só por causa daquele personagem, a frustração sobre a série ficar presa num protagonista irritante é suficiente para afetar toda a série e seu potencial, logo, é algo desagradável, considero um bom motivo.

Anime vs Mangá
Diferenças entre o anime e o mangá, são algo que merecem um post próprio pra isso, nesse pequeno blog já critiquei duas séries que eu sou um fã muito grande de ambas, Elemental Gelade (red) e Gantz, ambas as séries têm uma versão animada diferente da original.

Eu costumo tentar encarar ambas como versões diferentes mas, nem todo mundo encara assim, eu provavelmente não gostaria do anime de elemental Gelade se não visse ele antes, o mangá foi uma comparação de ambos pra mim, mas uma comparação boa, eu pensava coisas como “Ah, foi daqui que eles tiraram essa ideia, então foi assim o original?” e isso não me fazia odiar a série animada, apenas ter o desejo de que o anime fosse mais elaborado como o mangá.

Já em Gantz, eu noto uma grande barreira, pois há já no primeiro episódio uma cena filler de nudez, palavrões etc. E muitas pessoas que conversei deixaram de ver a série por coisas assim, agora, mesmo que um dos meus amigos que assistem até o fim, fosse criticar Gantz, o final alternativo é totalmente sem sentido, e eu duvido que eles teriam paciência de ler um mangá grande que o anime já tirou suas expectativas, esses “fillers” atrapalharam também, meu amigo que é um fã de Claymore, não leu o mangá desde o início, mas lá pelo volume 11, já que queria ver o que acontecia, ainda bem que, a série animada apesar do final alternativo, foi bem fiel ao resto – mas estragou toda a possibilidade de fazer uma segunda temporada, o que é triste.

Eu não vou comentar nem Pokémon Special ou Genshiken, que teve um episódio escrito pelo próprio autor, e ele usa isso no mangá, mas, concluindo esse tópico, acredito que enquanto devem ser considerados séries diferentes o anime é uma grande propaganda da série, é com ele que figures, tcgs, começam a ser populares e novas formas de lucro são feitas, a adaptação não precisa der fiel – apesar que deveria, na minha opinião – mas entretanto, se não for, que seja boa suficiente a dar lucro, e que não afete a popularidade do mangá.

Espero não ter ofendido ninguém, pois ofensa alguma foi feita contra mim, apenas senti vontade de comentar o assunto, que achei muito interessante, e espero receber respostas sobre ele.

Até mais o/

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4 pensamentos sobre “Eu acho que é 31 – Resposta a Anime Portifolio #1

  1. Ryo Saeba disse:

    Concordo com ambas tanto com a sua, como a do Anime Portfólio! Esse negócio de ter que assistir uma serie ou ler o mangá inteiro pra poder criticar depois e besteira, pois mangá e anime não passa de puro lazer, você não é obrigado a ler ou assistir, não gostou pare, meu tempo de lazer é curto e quando tenho tempo acabo ficando dividido, pois não sei se leio mangá, assisto anime, vou jogar futebol, ir ao cinema, passear e por ai vai, eu jamais gastaria esse tempo precioso com coisas das quais eu não gostei.

    Dois problemas, não só dos fãs de mangás e animes, mas do Brasil e talvez do mundo, chama-se Interpretação de Texto e Fanatismo.

    • Munin disse:

      Quando se trata de algo para criticar, eu até entendo você ver a série uma vez por semana, como numa revista, eu não estaria comprando a Jump provavelmente, mas a Shonen Sunday tem uma série que gosto muito, numa hora sem fazer nada, comprei uma revista com várias histórias, então, por que não dar uma chance e ver se ta melhorando, né? Mas agora, ficar horas e horas assistindo pra ver se o anime é bom não é comigo, é muito melhor procurar uma série que você passou o fim de semana inteiro se divertindo e assistindo ela, do que ficar 40 minutos juntando vontade pra assistir algo que você não gosta, apesar que admiro o esforço de quem faz isso XD

      Fanatismo realmente é um problema, no caso dos mangás e animes, se eu falo que não gosto de One Piece, vários já me mandam tomar naquele lugar, sendo que eu só falei “Ah eu não gosto”, não falei “Porra é uma merda”.

  2. Fiquei feliz de inspirar alguém a fazer um post tão bacana, muito embora a mensagem transmitida no texto esteja sendo um pouco mal compreendida.

    Usando a frase que encerra meu texto:

    “Em resumo neste texto quis apenas dizer que para criticar um anime é preciso se pensar apenas no anime e no que ele quer mostrar e para se acompanhar uma crítica de um anime é importante se ter maturidade para aceitar a opinião do autor da crítica, mesmo que discorde dela, e bom humor para rir de uma boa piada e não considerá-la uma ofensa.”

    Não era nada como pensar se uma série é boa ou não, ou se outra é melhor ou não, mas tentar fazer as pessoas pensarem mais na obra em questão, seja mangá, anime, livro, filme ou que for adaptado. Não sei se fiz entender agora, mesmo assim achei seu texto muito bacana e reitero minha felicidade por tê-lo inpirado.

    E só para constar, a Suzumiya é minha personagem preferida e eu gosto da primeira temporada de Gantz, fora que em geral eu sou muito mais fã de anime do que de mangá, mas sei reconhecer as falhas em cada um e por isso não gosto de comparar muito um ao outro quando os julgo, muito embora compreenda quem o faz.

    E só para exemplificar que nem sempre adaptar é algo ruim, muitos dos meus amigos preferem o anime de Full Metal Alchemist de 2006 ao mangá e ao Brotherhood. Eu gosto de ambos, mas acho o brotherhood melhor e particularmente prefiro as animações ao mangá.

    • Munin disse:

      Eu que agradeço por ler este post enorme, uma vez escrevi uma resposta para um blog e ele nem me deu atenção ^^

      Algumas coisas eu acho que eu interpretei errado sim, mas, lembre-se que, como escrevi no seu blog, você me ajudou a organizar alguns pensamentos sobre isso, então algumas partes são umas criticas dos comportamentos dos meus amigos, e até de algumas ações minhas no passado, por exemplo quando falei “da falta do que fazer” de criticar uma série que não gosta, é algo que gosto de provocar nos meus amigos.

      Isso geraria uma conversa interessante, eu não conseguia ver em Haruhi uma personagem interessante, quando vi recentemente o filme, mudei um pouco de ideia, vi que ela tem potencial, mas, sua personalidade bloqueia o enredo da série, e ela mesma, eu não sei… Ela parecia mais humana, no filme, se desenvolvendo melhor, gostaria de conversar com você sobre isso, pois a resposta mais lógica que ouvi foi “A Haruhi é divertida”, então, guardo um pouco de curiosidade sobre isso.

      Você tocou num ponto bom, eu vi primeiro o mangá, e, não consigo sentir vontade de ver tanto o anime “clássico” como alguns chamam, mas, já vi muitos falarem que preferem o de 2006 achando que esse é o original, e não o Brotherhood, meio que julgando a série como se fosse um spin off barato. Mas em questão de adaptação, eu prefiro muito mais assistir o Brotherhood dublado, eu sinto mais a personalidade dos personagens, e me pareceu mais fiel do que a dublagem japonesa, por exemplo.

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