Gacha Gacha Capsule

 

Quem dera que pokémon fosse assim…

 

Com os jogos ficando cada vez mais realistas, realidade virtual e inteligência artificial, shows de personagens criados que cantam e tem apresentações em hologramas, além das tantas formas de programação num mundo que depende completamente de tecnologia, eu sempre penso que deveriam haver mais mangás sobre este assunto, e é por isso que decidi falar de uma série não muito conhecida pelo público: Gacha Gacha Capsule.

Desde quando tive conhecimento sobre como os neurônios se comunicam, tive curiosidade de imaginar como funcionariam computadores só pelo pensamento, e essa é a causa principal que leva a uma história semanal de 5 volumes (41 capítulos) “Poxa que legal, uma série meio cyberpunk ou o que falta em Digimon?” Nenhum dos dois! Estou falando dum ecchi que li em um final de semana! E todo o papo de tecnologia é falta de ideia pra introdução e algo que fugiria do assunto ao falar depois! Agora bora logo falar dessa comédia romântica.

Gacha Gacha conta a história de um garoto que gosta muito de carne chamado Nanjou Kouhei, Kouhei é um garoto normal com uma vida normal e como sempre, um evento em sua vida acontece, ele descobre que sua amiga de infância, Hazono Kurara da qual por comentários de seus amigos ele descobre que tem uma queda por ela, têm múltiplas personalidades devido a um bug que ela mesmo acessou no jogo de realidade virtual projetado pela companhia que sua mãe trabalha, o nome do jogo? Gestalt Psychological Assimilative Machine Number 2.

Como a maioria das 151 Pokebolas Capsulas de personalidades que estavam operando naquele momento podem estar programadas para assumir o corpo de Kurara, e podem ser perigosas, promiscuas, promiscuas, ou inofensivas, Kouhei decide ajudar sua amiga a evitar que outras pessoas sejam envolvidas.

Quem dera que pokémon fosse assim…

Com essa descrição você já imagina que a série se consiste em situações pervertidas etc, eu não costumo ter essa noção de perversão quando estou lendo um mangá, mas, se eu for pensar bem, eu diria que o nosso H Rank é igual a 4 aqui, ou seja, bem baixo, foi o primeiro mangá Ecchi que li, e a segunda série geral que me lembro, mas o que me chama atenção em Gacha² Capsule são o uso das situações.

É hipócrita sim, eu dizer que o objetivo da série não é chamar atenção com essa situação, mas, ao contrário de outras séries em que são BEM mais forçadas (não digo que aqui não é), onde normalmente o enredo é feito para acontecer tais cenas, gacha capsule segue uma história e que até boa parte da série, usa as cenas/personalidades para criar circunstâncias dentro do enredo atual, isso parece um comentário bobo, mas eu sempre senti essa diferença, apesar de mal conseguir explicar.

Aqui é uma crítica da série como um todo, pode haver spoilers *sem noção do que é passar da linha*

Mas, falando na história mesmo, ela trás algo que te faz esperar muito mais, digo, 151 personalidades te faz pensar em quantas irão aparecer, mas isso é apenas um truque para ampliar a imaginação do leitor, a história em si tem um defeito muito grande: Ser corrida.
Não digo isso por ser uma série semanal, isso é uma desculpa sem fundamentos, mas, você claramente nota que arcos da história que têm algo de interessante, poderiam ser prolongados por dois ou três capítulos, o que me faz imaginar se o autor temia que a série fosse cancelada, principalmente na metade da série, pois, ele não só melhora a arte em o que seria dois meses de mangá como insere um tipo de personagem que geralmente é feito para chamar a atenção do leitor, falo de Reona Grace Hitachi.

Eu sou o único que comeu Wasabi e não fez isso?

Reona é a tradicional garota prodígio (gênio de papel importante), fria (tsundere), que tenta negar seus sentimentos mal compreendidos(profundidade explorável), que veio de outro país(Japoneses tem queda por coisas americanas), e que obviamente acaba se apaixonando por Kouhei (A rival amorosa). Com esse currículo, uma personagem que se torna amiga dos outros protagonistas, isso criaria um conflito de ciúmes e culpa entre eles, isso até a garota finalmente conseguir por sua cabeça em ordem junto dos seus objetivos dentro da história (meio que tratados como suspense).

E essa é claramente a intensão do autor, que foi podado/apressado, talvez por seu editor, pois, logo após esses eventos, Kurara, a garota que, ao contrário de muitas protagonistas irritantes, é uma garota normal, alegre, com carisma, esperta, mas tímida quanto alguns assuntos, amadurece e descobre que gosta do Kouhei, algo que teria muito mais significado neste conflito, e acredite, o autor tem essa capacidade.

Lembro quando via digimon e tentava desenhar isso com lápis…

Você começa este raciocínio quando vê que a saída de Reona, que parece com um “É, não funcionou…”, marca a metade da história, e ela marcaria se a série tivesse 100 caps, 200 caps, não importa quantos locks/looks você dê no mangá (ok essa foi péssima), pois seu experimento marca o aparecimento das Original 4, um novo nível de enredo, que é o que me chamou atenção na série.

É só eu ou mais alguém vê a mônica?

Apesar das Original 4 poderem mudar sua aparência completamente, e isso ser forçar a barra demais pra mim, foi necessário pro desenvolvimento, novamente corrido, mas muito interessante, eu não vou comentar qual era a minha personagem preferida ai, ou qualquer coisa do tipo, justamente porquê a série é corrida, esse enredo poderia ter pelo menos 60 capítulos explorando cada uma delas muito bem, mas temos erros como de uma delas aparecer apenas um capítulo só pra dizer que existe. Então vamos ao foco da preferida do autor, ou pelo menos a mais explorada, Kiriko.

As Original 4 são mais inteligentes que as outras, elas não são fixas em um determinado assunto ou algo do tipo, elas são capazes de aprender e ter sentimentos, são capazes de pensar e interagir de forma civilizada, não havendo problema em ensinar, fazer amizade, e isso cria um conflito amoroso mais interessante ainda. Vamos deixar de lado só um pouco o conceito normal de um harém e pensar na situação:
Você gosta de uma garota que precisa de você para ajudá-la, e isso constrói uma relação boa com ela, essa garota é natural, ela tem seus momentos infantis, é esperta, e apesar de ser um pouco violenta com algumas situações, é justificável pois a maioria delas ela simplesmente “acorda” daquele jeito, ela é insegura de seus sentimentos assim como você, mas você não tem ideia disso, e quando algo vai acontecer, é interrompido, ou seja, nada evoluiu, e então aparece uma outra garota que gosta de você, e os avanços são mais rápidos com ela, mas há um problema, ela divide o mesmo corpo que essa outra garota que você gosta, e pra piorar, a garota original pode ver tudo o que acontece quando você está com a outra.

Sinceramente, isso daria uma trama genial, ainda mais por que no que seria o climax, a última original 4, que copiou completamente a Kurara, oferece ela (kurara) e todas as outras só para o Kouhei, ou então, a vida da Kurara Original, o que, se fosse mais longo, seria um conflito enorme e faria o leitor sentir mais o peso disto.

Gacha gacha é uma ótima série em conceito, mas, como eu costumo dizer, não é a história, mas como ela é contada, que define o quão boa ela é.

Se quiser dar risadas, aconselho sem sombra de dúvida, você lê a série em uma noite, irei comentar aqui também a outra série, Gacha Gacha Capsule, e se eu conseguir encontrar, uma nova série do autor, Que sera sera, o nome parece estar em português, fiquei curioso.

Detalhes que só eu ligo…

O estilo mudou bastante, infelizmente, Kurara ficou com um cabelo mais curto…

Eu sei que isso é bobo mas, quando o traço muda nitidamente, eles comentam que a Kurara ta mais bonita, claro que é algo relacionado a história, mas mesmo assim uma feliz coincidência ou uma piada interna do autor???

Quem diria que o cabelo genérico de protagonista levaria ele a ser mestre pokémon

Acho que isso foi mais uma referência clara de pokémon não??

Anyway, eu deixo aqui com vocês algo que tornou gacha gacha muito especial para mim, anos atrás, meu primeiro desenho feito poucos dias após meu aniverssário, ok ok vários dias depois *preguiçoso* minha primeira arte final a caneta, espero ter melhorado desde então…:

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