Elemental Gelade (Red)

Yo! De várias séries que sonho comentar aqui, decidi falar sobre uma das mais longas e com um conceito muito maior do que se mostra em seus 18 volumes concluídos, o nome? Não seja preguiçoso e leia o título!

Mais conhecido no seu nome ajaponesado Erementar Gerad, criação de sem sombra de dúvida um dos mais habilidosos mangaka da história, Mayumi Azuma, que não só escreveu como ilustrou a série e a sua sequência que comentarei apenas um pouco aqui.

O mundo steampunk de Elemental Gelade, Guardia, é um mundo como diversos RPGs, em um mundo que a moda (da maioria) e arquitetura mais antiga em relação ao nosso mundo, há aeronaves, navios, armas de fogo, misseis (muitos deles), e pedras flutuantes claro, há também seres, até onde consegui encontrar nos 90 capítulos que li e nos outros 15 da outra série, apenas do sexo feminino, chamadas de Edil Raids (Eden Raids), que são garotas a primeira vista normais, mas com uma interessante diferença: Elas carregam uma pedra encrustada em alguma parte do corpo, e elas ao fazerem um contrato com um ser humano, se transformam em poderosas armas.

A história começa quando um pirata dos céus de quinze anos, Coud Van Giruet, ou como prefere ser chamado, Cou, encontra entre o saque do ultimo assalto, uma linda Edil Raid selada em uma caixa, Reverie Metherlence, ou simplesmente Ren (uma pequena referência ao sono REM, você entenderá o porquê se assistir), esta garota não é só uma Edil raid comum, mas uma Shichikohoji, ou seja, uma das sete linhagens de sangue mais poderosas do mundo, esta garota tem o objetivo de ir ao Edil Garden (Jardim do Éden), da qual conta com a ajuda de Cou, que se torna seu contratante.

Conceitos

Para uma série que deu origem a dois jogos, e foi levada pros EUA, eu vi muitos poucos comentários, muito menos ainda dos conceitos que a série trás, não só o mundo que é algo muito interessante, mas sobre as próprias edil raids que tem um foco bem maior no anime, que explora mais um conceito “descubra mais sobre os pokémon” do que a jornada que o mangá trás.

Você provavelmente já notou que a série trás nomes grandes, isto pareceu desnecessário para mim quando assisti a série, mas quando li, e após usar tal conceito em meu jogo e assistir Wagaya no Oinari-sama, foi fácil de perceber que, dentro de uma série que trás costumes e roupas europeias, é usado o conceito (difícil de explicar sem fugir do assunto) de “Kotodama“, tanto nas canções para conjurar as magias, quanto para o nome das Edil Raids, como até para selar elas, como o caso da Ren no início da história.

Deixando estes detalhes de lado, vamos a um mais notório, talvez seja muita Rule 34 da minha parte, mas própria série comenta um pouco sobre isto, é que o contrato, é uma alusão, não, metáfora, ao sexo, e não falo sobre as canções que a scanlator deixou de traduzir por preguiça (não é tão difícil assim pra quem traduz 50 páginas, eu mesmo consegui entender o contexto de alguns com minha ignorância), mas por TODAS as circunstâncias, em uma visão até algumas vezes machista, talvez por referência ao cenário em que a mulher não tinha direitos na antiga sociedade do nosso mundo, talvez por isto, não haja Edil Raids masculinos (ao menos não até onde li) o que é estranho pois comentam sobre híbridos de humanos e edil raids por um breve momento da série, ou seja, elas não se reproduzem como pokémon.

Enquanto dizem que o contrato/casamento, é algo para a vida toda, uma escolha de livre e espontânea vontade de ambos, algo que se deve ser tratado com cuidado e carinho, respeitando um ao outro, ambos estão ligados como “um” e sentem a mesma coisa, você se encontra numa sociedade em que as Eden Raids/Mulheres são tratadas como meros objetos, e sendo oprimidas pelo próprio contrato que não se pode ser desfeito, durando a vida toda, uma Edil Raid só pode ter um humano por vez, enquanto o humano pode ter várias edil raids (te lembra algo?), havendo situações que podem ser até comparadas com estupro, estranhamente, não achei isto na outra série, talvez porque os protagonistas não são retratados como um casal.

A primeira coisa que me faz julgar um mangá, é justamente o que me chama atenção, a arte, você pode falar o que quiser, que a história é o que importa, e é verdade, mas, convenhamos que Hunter x Hunter ficaria muito melhor se fosse desenhado por alguém como Kentaro Yabuki ou Masashi Kishimoto, mas voltando, a arte de Elemental é algo incrível, é expressiva, detalhada, cheia de textura, é natural, eu não tenho informação de quantos assistentes foram usados para isto, não é comum encontrar informações do tipo sobre mangás mensais, infelizmente, entretanto, assim como algumas outras séries, a quantidade de detalhes é algo que dificulta a leitura algumas vezes, por que o autor se esquece que ainda assim é um mangá em preto e branco, e como dizem, que o mangá é algo que você lê rapidamente, não sei como – demora cinco minutos por página pois gosta de analisar o desenho – mas é algo que realmente faz com que o leitor não entenda o que acontece, especialmente em algumas lutas, que se deve analisar com cuidado.

Mas, as ilustrações detalhadas se tornam simples (ainda de ótima qualidade) nos momentos de comédia, que, talvez sejam a minha parte favorita na série, pois, dentro de um mangá sério, com violência relativamente grande (para aqueles que não viram Gantz), ela está ligada com absolutamente TODA a história. Sim, parece estranho mas, Elemental Gelade tem personagens extremamente carismáticos, tanto os protagonistas quanto os antagonistas de maior destaque, alguns mesmo você não consegue odiar, e isto entra num efeito que eu não lembro de ver em outra série, ao menos, não tão bem feito. Numa série mensal, você tem sempre que ir direto ao ponto, o enredo não pode parecer corrido, ele tem que te prender na história, manter a tensão, e Azuma-sensei consegue quebrar a tensão em uma página ou até mesmo um balão com um comentário engraçado, e com o carisma dos personagens, isso ao contrário de outras séries, não fica forçado, você não sente aquilo propositalmente, até por que, a tensão volta logo na próxima fala, é um equilíbrio, algo que preenche a necessidade de alívio cômico, no meio de qualquer situação, em um espaço insignificante comparado a quantidade de páginas.

E, apesar de eu não querer spoilar, e eu não li, infelizmente o fim da série, você percebe que, junto de sua continuação, ao menos do mundo de Guardia, a história mal começou, o que me deixa mais empolgado ainda.

ANIME

Feito pelo estúdio XEBEC, a adaptação com 26 episódios, criou em 2005 a animação de Elemental Gelade, da qual eu assisti antes do mangá. É muito raro eu dizer que esse o mangá (original) é pior que o anime, mas em elemental eu devo dizer… É uma série boa? Sim, para um final de semana ou algo descompromissado, eu, assisti a série em se me lembro bem, quatro dias, sim, isso é bastante pra mim.

Eu conheci elemental com uma sinopse bem fraca, mas, quem me convenceu por falar de ser um mundo interessante com pedras flutuantes e outros elementos tradicionais de RPGs, mas o que realmente me chamou a atenção foi a música de abertura que achei aleatoriamentente no youtube, da qual eu acho viciante:

É não é? Não? Dane-se, eu gostei. Mas voltando, não só a abertura mas a OST em geral é algo muito bem trabalhado, infelizmente, a animação não posso dizer a mesma coisa, o traço genérico não conseguiu pegar nem 10% do que elemental realmente representa, alguns costumam falar para mim “Mas veja bem, é uma animação, você tem que fazer vários desenhos em um estúd-” E um mangá com uma quantidade grande de páginas pra ser desenhado praticamente por apenas um homem e seus assistentes é algo de menor esforço?

O investimento foi baixo, mas mesmo assim, não consigo ficar feliz com o resultado, ao menos não se comparar com o mangá… Mas esqueçam o que eu acabei de dizer, acabei de lembrar do episódio do Naruto que teve uma ou duas cenas com bons efeitos (todos eles parados, sendo praticamente ilustrações) e a animação um tanto… Fora do que deveria ser… Então, a série é muito boa apesar de simplista, melhorou?

Quanto ao enredo… Ele foi bem adaptado, justo pra ter um final em 26 episódios, ninguém teve intenção de fazer uma animação com investimento mesmo hein? A história foi bruscamente alterada, se focando mais no que uma edil raid faz e é, pois ao contrário do dito acima no mangá, eles não conseguem adaptar esses detalhes de alguma forma que você “aprende enquanto lê”.

Spoilers… Pule pro próximo tópico! A não ser que você seja como eu.

Wolx Define bem essa situação, ele foi um personagem bem alterado, enquanto Wolx é um anti-herói caçador de Eden Raids, que as vê como ferramentas, que pega uma Edil Raid extremamente fraca para provar isto, e que ELE é aquele que é forte, no anime ele é o Sesshoumaru, ele não tem sentimentos ou humor, e uma frase distorcida na animação, “Eu (caçador) e vocês (Arc Aile) não somos nem um pouco diferentes.” no mangá, você não entende exatamente de primeira, mas, até onde vi na história, o objetivo daquela que compra as edil raids dele, são para o mesmo objetivo da Arc Aile, protegê-las, enquanto no anime, você entende na adaptação de enredo que, a Arc Aile tem edil raids para usar como armas também.


Spoilers mínimos

Os personagens sofreram modificações, da mesma forma que eventos da série são apenas referências, os personagens têm um carisma não tão forte, mas ainda vivo, por causa desses fragmentos da jóia de quatro almas, mesmo assim, Ren nunca faria a expressão acima, ela é justamente como na primeira impressão de Cou, “Uma boneca”, ela não tem tanta sabedoria ou humor como no original, acho que de todos, a menos afetada é a Kuea, e olha lá, e falando em personagens, você notará que os flashbacks são aleatórios tentando explicar um pouco das motivações do personagem, como o tradicional “personagem do dia”, e isso é um tanto irritante… Mas não tanto como, apesar de engraçado, em referência ao mangá, Cisqua e companhia tiram férias para ajudar Cou e Ren, só que no mangá eles não tinham acabado de ser atacados pela organização do mau em declaração de guerra…

Falando em guerra, foi criado uma série de personagens novos entre os antagonistas, para dar um final a série, só que isso resultou em algo um tanto hipócrita e ridículo da parte de ambos os lados, e também, conceitos inteiros foram mudados, como a Viro… Que nem vale nem apena spoilar.

Em geral, ambas as séries são boas e agradáveis de ver, aconselho ver o ANIME primeiro, pois você ao ver a original sentirá falta de várias coisas, e talvez não goste, e caso você não gostou do anime que está vendo primeiro, vá direto ao mangá! Sim, é algo óbvio, mas muitas pessoas me encheram o saco falando que uma série é ruim mesmo eu dizendo que no mangá é diferente…

Acho que era isso, outra hora faço sobre a outra série de elemental, e agora vou começar a reler uma série que gostei muito, mas como ela é tão grande quanto elemental e eu não terminei, ela não será a próxima… Sore Dja!

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