Countrouble

Yo! Eu decidi começar com uma série que muitos talvez nunca ouviram falar, Countrouble!
Faz muito tempo que eu não crio uma review, então paciência por favor…

                                                                                       

Count Trouble é um mangá mensal de NAO Akinari, que escreve e desenha a história de Matsushiro Kouta, um garoto que é apaixonado por uma garota de sua sala, mas ele não tem coragem para se confessar, sua vida muda ao encontrar Sasara, uma anjo vestida de bruxa, e sua profissão é justamente, ser uma espécie de cupido.

Desde o momento que pensei em escrever uma review sobre Countrouble, eu decidi fazer de uma forma diferente do que normalmente eu faria, seriam 10 pontos positivos, e se eu conseguisse, 10 pontos ruins, só que são 6 da manhã, eu estou sem sono e seria um texto muito longo e chato, não pra mim mas pra vocês, so, hajimeru yo:

Countrouble é a típica série em que um garoto tenta conquistar uma garota, e que a vida de um adolescente japonês comum, muda ao encontrar uma garota especial. Eu sinceramente me divirto com séries do tipo, apesar de eu não gostar quando forçam demais, logo de primeira, quem leu ToloveRu vai perceber que não só o nome é similar (Toloveru para quem não leu é um trocadilho com a palavra Trouble em Katakana), e o protagonista até gosta de uma garota que é quieta e representante de classe, normalmente, séries do tipo são ecchi para prender a atenção, apesar de eu ser meio estranho, considerando ambas as coisas como uma piada inocente e parte da arte, eu sinceramente só notei um fan-service, o do primeiro capítulo (numa referência que me lembrou Zatch bell), então garotas que gostam de comédia romântica, abominam fan service e por alguma razão ainda gostam de Love Hina, este é um mangá de perversão rank 2, do qual vocês irão adorar. Mas eu estava falando do enredo, e apesar destas semelhanças clássicas, os personagens criam essas diferenças chamando atenção para algo que, talvez não inovador, mas muito divertido de se ver, o que nos leva para o ponto dois:

                  

Apesar de ser comum existir em comédias uma “temática”, como as máquinas do Dr.Senbei, os problemas de troca de sexo de Ranma e Akira, quando você decide não fazer um tema livre como School Rumble, isto cria uma assinatura,trazendo até  um carinho especial pela série, além de limitar a série na mente da maioria dos leitores, mas tornando uma ferramenta de surpresa e dinâmica para o autor. Em Count Trouble, os planos usados para conquistar a garota, são relacionados a magias que geralmente estão ligadas a contadores com o número dez, ou seja, para uma magia funcionar, você precisa fazer seguir uma determinada regra 10 vezes, e é durante a execução dos planos que acontecem os “problemas”, este poder é vindo de ninguém menos do que uma personagem que você que assistiu uma certa série e poda até ter achado chata, mas você sentiu saudades dela: Izumi Konata.
É claro que não falamos da personagem de  Kagami Yoshizumu, mas com certeza o penteado, personalidade, e gostos desta garota otaku foram a chave para trazer os fãs,e isso foi um movimento genial do autor, acho que este era o sonho de várias pessoas, uma Konatinha numa história é algo muito engraçado, um sonho para os otakus japoneses, mas descontando isto, o fato de existir um otaku numa série é sempre interessante que nem sempre é explorado, primeiro que é um personagem que a maioria dos leitores se identificam, não só isto mas trazendo piadas que só otakus entendem, mas infelizmente por alguma razão, estes personagens não são bem explorados, e se você inserir a Konata na história, que nunca teve um desenvolvimento profundo, num mundo em que se pode (e começa a ter) tal desenvolvimento, as possibilidades aumentam em grande quantidade.

Usando a mesma técnica de limitação, o autor não joga diversos personagens na série, muito menos os explora num capítulo para os fãs gostarem e só lembra ou consegue tempo para ele 50 capítulos depois, Akinari-Sensei trabalha numa série mensal, tendo de tomar cuidado com a atenção e o desenvolvimento e ainda mantendo a comédia.

Então, o autor(a), simplesmente joga os personagens de forma natural, mas em vez de dar aquele destaque que normalmente você está acostumado, como chamam os fãs de pokémon, “Personagem do dia”, eles são postos para você se sentir habituado com a eles no dia a dia, os eventos acontecem e você acompanha o desenvolvimento pessoal deles como um todo durante a execução do plano, claro que existe uma atenção especial em determinados momentos, mas ao chegar neste momento, pelo menos comigo, foi uma sensação mais calma do que normamente é.

Você pode não estar ligando ou não entendeu mas, esta exploração combinada com o estilo de comédia  que lembra um pouco os clímax de “impacto” de Dr.Slump em certas piadas e nos planos, trás uma sensação interessante de expectativas e diversão sem a euforia do “Finalmente!” e “Pô só isso!?” que outras séries trazem, sem falar no mais importante pra mim, a irritante sensação dos eventos ficarem interessantes e ninguém lembrar de nada até o próximo evento, além de ter mantido a série viva por 2 anos.

Em histórias de triângulos amorosos, mais precisamente haréns, é comum a garota principal ser esquecida pela exploração de outros personagens, ela é só o ponto de início, e então é deixada de lado pelos outros personagens até o ponto de ser ofuscada por eles, você sempre quer os outros personagens em ação e não ela, e quando  você se apega com uma das garotas que tem MUITO mais história que ela, ela aparece para mostrar que quem manda no enredo ainda é ela, ela sempre será o foco, e você tem mais certeza ainda quando o nome dela é o mesmo da série, exemplos? Toloveru, Suzuka, e de certa forma até Naruto (haha).

Isto de certa forma foi usado nos primeiros capítulos de Toloveru, antes da Haruna ser explorada, e é usado propositalmente em Countrouble, o que apesar de chato, é algo no mínimo interessante, quando a série é mensal, eu costumo sempre achar que o autor tem um raciocínio maior pra aproveitar o espaço de tempo que ele tem entre um capítulo e outro (mais em espera dos fãs do que o trabalho), e o autor pretende manter esta situação por muito mais tempo do que o normal, pois a Akino é o objetivo principal dos planos amorosos, então ela DEVE manter ainda a visão apaixonada de garota perfeita e fofa não importa as dificuldades, e que todas as situações possíveis devem ser aproveitadas para tentar algum movimento, eu não gosto de ver ela muito superficial (apesar de não conseguir enxergar mais ela de outro jeito, mesmo ela já não sendo tanto) mas realmente é isto que deixa a trama como está.

E independente de ser explorada ou não, as possibilidades da série terminar deixando a sensação de que você SABE que eles vão ficar juntos (não necessariamente ela, mas se outras garotas começarem a montar um harém)  mas a história NÃO MOSTRA, são grandes e irritantes, eu espero que isto mude durante a série, e  realmente os últimos capítulos que li existe essa possibilidade de um desenvolvimento novo, por mim, não é exatamente um defeito, mas algo que me assombra quanto ao final/cancelamento da série …

Controuble, é desenhado até onde consegui perceber, a mão, mas, ao contrário do que muitos mangás populares até hoje fazem, seu tratamento das páginas é obviamente feito por computador, você facilmente consegue notar as bordas não muito bem trabalhadas comuns de programas de computador, você pode dizer que um mangá mensal com uma grande quantidade de páginas dá trabalho e blá, blá, blá,  mas, eu sempre carrego em mente que um mangá mensal têm que ter sempre a melhor qualidade do mercado, primeiro pois você vai ver a continuação só daqui a um MÊS,  a história não fica a dever em Countrouble, mas assim como Tegami Bachi, Full Metal Alchemist, Claymore, Tenjou Tenge e uma série que concorre (pff) a minha próxima review, Elemental Gelade, o autor faz geralmente 30 páginas, 27 para um capítulo curto, e 48 por um capítulo bem bolado, mesmo assim, a qualidade se mantêm a mesma, sabe por quê? Porquê eles têm tempo, uma série semanal faz cerca de 17 a 19 páginas, Dr. Slump e pode não servir de muita referência a detalhes mas, Toloveru fazia capítulos semanais de 25 páginas e hoje em sua versão mensal ela passa das 35. Mas ai é minha mente de artista (ok nem tanto) importunando você leitor com uma tempestade em copo d’água, afinal ao menos o sombreado é bem natural.

O colorido da série também é por computador, este é muito bem feito, mesmo eu sentindo falta de um contraste de cores, mas agora o que realmente importa: O desenho. Eu sinto que o traço com olhos menores do que em mangás geralmente são, junto com as expressões da boca, têm base no traço de Mizuki Kawashita, e como eu disse antes, eu leio séries que ninguém normalmente lê, então comparo com Ane Doki, não protagonista de bleach 100%, talvez uma outra jogada de marketing como o da Konatinha, ou simplesmente por que ele realmente gosta dessa série, mas, apesar dele não seguir a regra de “blusas contornam os peitos“, deixando um ar mais realista ( falarei mais disto quando comentar Toloveru), e diga-se de passagem as roupas têm dobras bem naturais e simples, mas a anatomia as vezes me da uma sensação estranha quando se trata das pernas, as vezes um erro clássico de traços mas o que realmente me incomoda é as pernas ficarem mais finas do que deveriam, as vezes até um exagero, isso talvez passe em branco pra você que lê despreocupadamente só se preocupando com risadas como Countrouble deve ser lido, não para mim que levo mais de meia hora para ler um capítulo.

Spoiler Alert, talvez não tão pesado mas já recebi broncas só por dar o nome de séries

Aqui não há muito o que falar, mas, cada vez mais, se abrem possibilidades sobre os anjos, até agora sabemos que eles só podem ser combatidos com robôs gigan- ops, série errada, Evangelion, Konan, Index… Ah, Countouble, onde no início apenas parece ser uma piada onde só vemos que é verdade no primeiro fan service da série, há fatos divertidos, como, referência a Maho Shoujos, a todos anjos têm uma espécie de uma outra personalidade ao retirarem chapéu, uma personalidade real, há outras coisas mais insignificantes que só eu noto como anjos e demônios terem nomes de três sílabas, sendo uma delas apenas uma repetição ou a idade deles que até agora é meramente artística…

Spoiler……..

Só um comentário básico, nem eu sei ao certo e decidi comentar aqui pois talvez alguém queira conversar sobre isto. Os demônios aqui, como em todos os outros lugares, têm a missão oposta a dos anjos, mas eles aparentemente vivem junto dos anjos, por mais que eles se confrontam, sei que é aquela história não tão usada de inimigos “amigos” ou algo do tipo mas ainda assim é engraçado não?

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8-   Nosso mercado e  Anime?

Temos não só o maior evento da America latina de anime entre diversos outros eventos que acontecem todo o ano, temos a maior população japonesa do mundo só perdendo para seu país de origem apesar de aqui na minha cidade você só ver 2 por dia a não ser que seja em um Matsuri (depois explico), temos a maior quantidade de Animesongs só perdendo para o Japão, temos uma das melhores dublagens do mundo (falamos mal por que somos exigentes para manter o nível, se não gosta mesmo, de uma olhada na de Portugal), e ainda assim, nossas editoras observam sempre o mercado estadunidense, nunca tomando uma boa iniciativa(NHK saiu nos EUA né?), e ainda assim, ignorando séries que chamariam a atenção aqui como Pokémon Special, que com um pouco de marketing, venderia como água. Claro que a série é muito nova, mas acho que as chances de você ler a série completa depois de aprender a falar inglês (eu aprendi jogando video game, mais barato e um jeito de você se divertir) do que esperar que este mangá venha para o Brasil.

Mas antes de pensar no nosso mercado, temos que pensar em algo mais importante, se tornar um anime. Eu infelizmente não achei dados de popularidade da série, se você encontrar, por favor me mostre, mas em termos gerais, uma série tanto mensal ou semanal normalmente espera dois anos para se tornar um anime (em um mangá semanal isto vale por cerca de 100 capítulos) para fazer algo baseado em apenas 25 capítulos (e ainda assim são burros de fazer finais alternativos…), countrouble nas scanlators aparentemente é escaneado por volumes (pois você encontra umas capas e o tradicional “história até agora”),  e não podemos esquecer o fato que séries mensais têm sempre mais chance de se tornarem um anime, pois não são canceladas com frequência. Acho que a série vai amadurecer quando explorarem mais a demônio, que é a coisa mais próxima de um vilão, que ainda aparece aos poucos, havendo um clímax pra série, então, meus cálculos dizem que teremos uma resposta em janeiro ou fevereiro, eu sinceramente espero que se torne um anime, aumentando as chances de vir para cá, logicamente.

Como já dito acima, Countrouble tem um humor não tão pesado como outras séries, não significando que não com uma tensão mais ecchi. Ela série que promete muito, mas infelizmente é mensal, então aconselho que você leia com calma, eu gostaria muito que uma scan como a Haru-ka, que gostou de Ane Doki, traduzisse a série, chamando atenção dos leitores. Eu sinceramente gostei desta série mais do que Love Hina, que costuma ser um ponto zero para os fãs de comédia romântica. É uma série relativamente nova, que ainda tem muito o que acontecer, e é interessante acompanhar desde o inicio, garante boas risadas desde as conversas e reações dos personagens até os planos para as magias funcionarem e o triângulo amoroso.

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